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	<title>blog.centrorefeducacional.com.br</title>
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	<description>O CRE é um privilegiado espaço para todos os interessados em EDUCAÇÃO. Agora, apresenta seu Blog, mais um canal de comunicação com seus visitantes.</description>
	<pubDate>Thu, 24 Jul 2008 22:17:21 +0000</pubDate>
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		<title>Como &#8220;matar&#8221; um professor - Gilberto Dimenstein</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2007 22:20:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diretoria do CRE</dc:creator>
		
		<category>Notícias do CRE</category>

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		<description><![CDATA[Dimenstain quase sempre nos mostra em seus artigos experiências úteis, feitas muitas vezes por pessoas comuns e que acabam por dar certo contribuindo com a educação. Neste texto, também foi muito feliz por abordar os vários lados da questão e não somente culpabilizar o professor.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Dimenstain quase sempre nos mostra em seus artigos experiências úteis, feitas muitas vezes por pessoas comuns e que acabam por dar certo contribuindo com a educação. Neste texto, também foi muito feliz por abordar os vários lados da questão e não somente culpabilizar o professor.</p>
<p>&#8220;Há uma série de pesquisas mostrando o enorme estresse a que é submetido um professor, especialmente de escola pública, traduzindo-se em vários tipos de doenças, como ansiedade ou depressão. Ao perder o encanto de ensinar, ele estará, enquanto profissional, morto, esperando a aposentadoria.</p>
<p>Todos falam em inúmeros fatores por trás desta &#8220;morte&#8221;: classes superlotadas, falta de estrutura das escolas, pais desinteressados, alunos violentos, poucos estímulos para premiar o mérito etc. Há, porém, um fator pouquíssimo comentado -e, na minha opinião, é dos piores porque se associa ao mau desempenho nas notas e favorece comportamentos violentos.</p>
<p>Tenho recebido uma série de estudos que revelam a altíssima incidência, nas escolas públicas, de doenças e distúrbios psicológicos em estudantes. Falamos aqui em no mínimo 30% dos alunos, alguns dos quais simplesmente não enxergam ou ouvem direito. Só a dislexia pode estar atingindo 15%. Temos na sala de aula um desfile de enfermos sem cuidados apropriados.</p>
<p>Isso significa que os governos deveriam ajudar as escolas a enfrentar problemas que não podem ser resolvidos pelos professores, a começar pela saúde chegando até a assistência social; filhos de famílias desestruturadas tendem a ter problemas em sala de aula. Exige-se, assim, um olhar mais sofisticado diante da educação.</p>
<p><em><strong>Como esse olhar não existe e cada repartição do governo trabalha isoladamente, o professor acaba vítima de tensões que vão muito além da sala de aula. Esse é um dos fatores que explicam o enorme absenteísmo e rápida rotatividade em escolas públicas tanto de estudantes como dos professores.</strong></em></p>
<p>Nessa &#8220;morte&#8221; do professor, a maior vítima, claro, é o lado mais frágil &#8211;o aluno, acusado de ser culpado por não aprender. E, aí, quem &#8220;morre&#8221; é o aluno, que passa a não ter interesse pelo conhecimento.&#8221;</p>
<p>PS - No site<a href="http://www.dimenstein.com.br/"> www.dimenstein.com.br </a>há mais dados sobre educação e saúde. </p>
<p>Origem: <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/ult508u358.shtml">FolhaOnline</a>
</p>
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