Arquivo de Professor

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RELAÇÃO PEDAGÓGICA E DISTÂNCIA CULTURAIS

Para ler e refletir

“No grupo classe a responsabilidade do professor é: ensinar. Essa intenção de instruir obriga a uma estratégia ativa; obriga a buscar a interação e a construir uma relação, o mais positiva possível, mesmo com alunos que o desconcertam, o decepcionam, o incomodam ou simplesmente com os quais ele sente não ter qualquer afinidade. Por isso, deve tentar diminuir a distância existente entre ele e algumas crianças, uma distância provocada pelo conjunto de mal-entendidos, das rejeições, dos juízos de valor, dos rótulos desqualificadores, das diferenças não-aceitas que tornam a comunicação difícil, a relação conflituosa entre o professor e seus alunos.

A essa distância estatutária (o status de professor na sala) soma-se uma distância pessoal e cultural desigual, conforme os alunos. De onde ela vem?
Uma parcela importante dessa distância certamente vem do fato de que o professor tem um projeto a ser inculcado e, por conseguinte, espera do aluno disciplina, trabalho, atenção, esforços contínuos e, em definitivo, aprendizagens.
Essas expectativas criam uma tensão potencial, que se atualiza cada vez que o aluno resiste a elas e não as satisfaz”.

Leia a continuação do artigo

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A educação que transforma

ARTIGO
Amarilio Macedo- empresário

A qualidade da educação que é oferecida aos brasileiros causa indignação. O baixo padrão educacional traz conseqüências nefastas a todos os aspectos da coletividade, solapando as bases da cidadania e inviabilizando o avanço da sociedade.

Politicamente, as deficiências na educação produzem vícios de comportamento, estimulam a dependência e a corrupção, consagrando a demagogia. No setor produtivo, tais deficiências provocam a baixa capacitação da mão-de-obra, a facilitação à sonegação de impostos e o desrespeito aos direitos trabalhistas, afetando a ética nos negócios e gerando a competição desleal.

A educação que transforma a sociedade estimula as aptidões cognitivas, forma a mentalidade social e fomenta a dignidade. Nada tem a ver com providências que apenas nutrem estatísticas.

A educação transformadora começa na qualificação dos educadores, que devem ser capacitados a estimular no outro a busca do conhecimento, a partir de si e de seu meio. Manter pessoas comprometidas com a educação, requer uma remuneração adequada, sem a qual se impõe aos profissionais imensa abnegação. Não se pode atrelar a educação de um povo a um exército de abnegados.

Promover a educação hoje implica em disponibilizar recursos tecnológicos a fim de facilitar o processo educacional e inserir a pessoa na situação de mercado mundialmente posta.

Sem considerar essas questões da educação verdadeira, as ações não têm compromisso com pessoas, nem com a sociedade.

Priorize-se a formação dos mestres, atraindo-os com bons e factíveis projetos e remunerando-os adequadamente, ponha-se a inclusão digital como suporte ao processo educativo e teremos razões para acreditar na viabilidade do desenvolvimento sustentado do país que, no dizer do nobel Amartya Sen, é o estágio em que os indivíduos têm oportunidade de fazer escolhas e de exercer a cidadania plena - possibilidade que está fora do alcance de quem não tem educação com qualidade.

Fonte: Jornal “O Povo”

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O erro na aprendizagem escolar

Sobre o erro:

“(…) Ao investirmos esforços na busca de um objetivo qualquer, podemos ser bem ou mal sucedidos. Aí não há erro, mas sucesso ou insucesso nos resultados de nossa ação.
No caso da aprendizagem escolar, pode ocorrer o erro na manifestação da conduta aprendida, uma vez que já se tenha o padrão do conhecimento, das habilidades ou das soluções a serem aprendidas. Quando um aluno, em uma prova ou em uma prática, manifesta não ter adquirido determinado conhecimento ou habilidade, por meio de uma conduta que não condiz com o padrão existente, então podemos dizer que ele errou. Cometeu um erro em relação ao padrão.”

“No caso da solução bem ou mal sucedida de uma busca, seja ela de investigação científica ou de solução prática de alguma necessidade, o ‘não-sucesso’ é, em primeiro lugar, um indicador de que ainda não se chegou à solução necessária e, em segundo lugar, a indicação de um modo de ‘como não se resolver’ essa determinada necessidade.

O fato de não se chegar à solução bem sucedida indica, no caso, o trampolim para um novo salto.
Não há por que ser castigado pelos outros ou por si mesmo em função de uma solução que não se deu de forma bem sucedida.
Há, sim, que se utilizar positivamente dela para avançar na busca da solução pretendida. Diz-se que Thomas Edison fez mais de mil experimentos para chegar ao bem-sucedido na descoberta da lâmpada incandescente.
Conta seu anedotário biográfico que, após muitos experimentos malsucedidos, um seu colaborador quis desistir do empreendimento e Edison teria comentado: ‘Por que desistir agora, se já sabemos muitos modos de como não fazer uma lâmpada? Estamos mais próximos de saber como fazer uma lâmpada.”

Fonte: LUCKESI, C. C. Avaliação da aprendizagem escolar. 6. ed. São Paulo: Cortez

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Comentário sobre o artigo Convivência e Disciplina na escola, publicado no site do CRE

Ana Albuquerque escreveu:

“Acredito que um bom dialogo poderá ajudar a mudar situaçoes de indisciplina e que o atendimento individual aqueles alunos com problemas de socialização seja um caminho. E necessario que mais educadores acreditem e invistam no bom relacionamento com seus alunos. O conhecimento de técnicas de grupo e atividades lúdicas poderá transformar aulas monótonas em momentos de prazer em aprender. Sinto a necessidade de que todos os seguimentos da escola estejam atrelados num mesmo ideal de respeito ao educando e de um amplo apoio à construção dos seus saberes sem com isso exclui-los”.

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Comentário sobre o artigo Inteligência emocional na sala de aula, publicado no site do CRE

Sonia Maria de Carvalho escreveu:

“Gostei bastante do artigo, tenho pesquisado sobre o assunto, pois me interessa muito o gerenciamento da sala de aula pelo professor. Neste momento meu interesse é focado no professor pois penso que estamos numa fase de mudança da relação professor-aluno. O aluno atualmente é muito mais extrovertido, assertivo e mesmo exigente uma vez que sabe dos seus direitos e participação no processo de ensino. porém, não tenho percebido o professor preparado para aceitar este aluno, tenho visto alguns conflitos não resolvidos justamente porque o professor ainda vê seus alunos com olhos autocráticos. Penso que o professor precisa também trabalhar este aspecto e aprender, mas acho que ele ficou meio solitário neste aspecto. Não me refiro a maioria, até porque não tenho a pretensão de conhecer a maioria, apenas levanto a hipótese baseada em algumas observações”.

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