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Lamento de Educador - por Rolando Boldrin

Será que o vídeo com Rolando Boldrin declamando a poesia “Sinto Vergonha de Mim”, de Cleyde Canton e Rui Barbosa, no programa Sr. Brasil da TV Cultura despertará em você sentimentos semelhantes aos que em mim foram despertados?

Acesse o link Video de Rolando Boldrin assista ao vídeo e verifique se concorda comigo:
Não quero sentir vergonha de ser educadora
. Desejo contribuir para a formação de pessoas conscientes, responsáveis, autônomas, sérias, capazes de formular críticas construtivas, comprometendo-se, simultaneamente, com o aperfeiçoamento da situação criticada, a fim de “não ver crescer a injustiça e agigantar-se o poder nas mãos dos maus”, para não “ter vergonha de ser honesto”.

Quero continuar a sentir orgulho da profissão docente!

Rolando Boldrim é um artista muito admirado.
Que estas palavras, em sua voz, nos inspirem a agir com sensatez na busca de soluções aos conflitos que, certamente, se apresentam em todos os setores da vida em sociedade.
Este poema nos inspira a transcender os problemas que denuncia, a não compactuar com a falta de coerência, de justiça, de retidão.

Você concorda? Está disposto a mobilizar forças suficientes para transformar tão antiga situação?

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Ministro diz que MEC não indicará método pedagógico

ANTÔNIO GOIS
enviado especial da Folha de S.Paulo a Brasília

O ministro Fernando Haddad disse ontem, ao participar de seminário sobre alfabetização no Ministério da Educação, que a pasta não indicará oficialmente nenhum método pedagógico para esse fim. Para ele, o papel do MEC é levar aos professores e gestores essa discussão para que eles tomem suas decisões.

O debate acadêmico sobre o melhor método, cujos extremos no Brasil são os defensores do método fônico e das propostas construtivistas, ganhou novo fôlego quando o ministério anunciou em fevereiro que iria fazer uma revisão dos parâmetros curriculares nacionais por causa da ampliação do ensino fundamental de oito para nove anos.

“O MEC não pode e não vai dizer que método deve ser implementado pelas escolas públicas. O que queremos é, sem dogmatismos, qualificar o debate, que já vem acontecendo em vários países”, disse Haddad.

O método fônico é o priorizado em vários países desenvolvidos e sua ênfase é no ensino da relação entre letras e seus respectivos sons. Assim, o aluno aprende primeiro a codificar a letra para depois ler e escrever palavras e textos. No construtivismo, o caminho costuma ser inverso. O aluno primeiro tem acesso a textos que já façam parte de sua realidade para, a partir daí, formular suas próprias hipóteses sobre a função de cada letra e palavra no texto.

O objetivo do seminário foi fugir dessa polarização e apresentar diferentes perspectivas. O pesquisador da PUC do Rio Creso Franco mostrou dados preliminares de um projeto que acompanha alunos durante quatro anos.

Uma das primeiras conclusões desse estudo foi que o método adotado fez pouca diferença no aprendizado. Um dos itens que, até o momento, mais fizeram diferença foi a confiança do professor. Se ele acreditava que podia fazer alguma diferença para aquela turma, seus resultados eram melhores se comparados com aqueles que achavam que pouco podiam fazer.

A professora da Unesp Maria Mortatti fez uma apresentação sobre a história dos métodos de alfabetização. Ela mostrou que desde o final do século 19 os gestores vêm debatendo o mais eficaz para combater o fracasso escolar.

A psicóloga e antropóloga Elvira de Souza Lima defendeu que a escrita e a leitura são habilidades aprendidas de forma separada, mas que é preciso, desde cedo, estimular o aluno a trabalhar com essas duas características.

Prof. Ms. Joana Maria R. Di Santo

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