Agressões precisam ser combatidas na escola
O “bullying”, fenômeno que se caracteriza por violências contínuas contra uma mesma vítima, pode ser extinto no ambiente escolar com apoio do professor.
Apelidar os amigos é uma atitude até comum, mas também pode ser o início de um processo de intimidação que afeta o íntimo de suas vítimas: o bullying, que em inglês significa amedrontar, oprimir.
Esse fenômeno comportamental preocupa pais e educadores e é tema de um projeto de lei estadual. “O objetivo é criar um programa para capacitar os professores para identificar e coibir esses atos nas escolas”, afirma o deputado estadual Paulo Barbosa, autor do projeto e ex-secretário-adjunto de Educação do Estado. Em análise pela Comissão de Educação da Assembléia Legislativa de São Paulo, o projeto será tema de uma audiência pública em junho.
Para a pesquisadora em bullying e doutoranda em Ciências da Educação Cleo Fante, essa é uma questão de saúde pública. “O problema deve ser identificado, entendido e combatido desde cedo, pois, do contrário, pode gerar adultos desequilibrados e infelizes.”
Para ela, a escola é um importante espaço para combater o fenômeno. “Os educadores precisam conhecer o problema: o que diferencia o bullying de brincadeiras do dia-a-dia é a repetição da agressão com a mesma vítima e a reprodução do problema por esta pessoa com outros colegas”, destaca.
“A vítima geralmente é alvo porque tem um característica que o diferencia dos demais (obesa, alta, tímida, com muito ou baixo aproveitamento escolar), tem dificuldade para se impor e falar do problema e passa por intenso sofrimento porque convive diariamente com o agressor. O autor age sem motivo concreto ou aparente porque reproduz algum tipo de intimidação ou violência que sofre em casa, por ser muito mimado, superprotegido ou por ser uma criança sem limites”, explica Aramis Lopes, pediatra e um dos coordenadores do Programa de Redução do Comportamento Agressivo entre Estudantes da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência (Abrapia).
Na opinião de Cleo Fante, os professores devem falar abertamente sobre o assunto com os pais e alunos e desenvolver ações mostrando que todas as pessoas são diferentes com suas qualidades e defeitos. “Atividades como música, teatrinhos e esportes motivam bastante e são importantes para canalizar o potencial de cada um”, diz.
Origem: ELENI TRINDADE do grupo estado.
palavras- chave: bullying, agressões, educadores
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2 Comentários »
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elda maria disse,
2 de Junho de 2007 @ 22:44
muito relevante a questão da agressividade na escola é uma pena que um assunto tão atual seja pesquisado tão pouco no Brasil.
Se tiverem mais algum material falando de agressividade, sobretudo as demonstradas nos desenhos animados por favor enviem para meu e-mail
obrigada!
augusto cesar carvalho disse,
30 de Outubro de 2007 @ 18:06
gostaria de receber artigos desse site
porque sou estudante de geografia ,vou ser professor de geografia