Mal estar na Sala de Aula- Parte 1

Reprodução de artigo recebido através da lista de discussão [novaeducacao] do Yahoo Grupos.

Dissertação de professora da UFMG relata deterioração na relação professor-aluno em escola municipal de BH.

Agressões verbais e físicas, psicológico abalado, emocional à flor da pele.
Situações degradantes de trabalho, que podem causar estresse excessivo, ataques do coração e acidentes vasculares. Esses são alguns sintomas de um mal que atormenta a escola pública brasileira e que foram diagnosticados em estudo de caso conduzido pela pesquisadora Jussara Bueno de Queiroz
Paschoalino.

Ela se deteve sobre as condições do trabalho docente de uma unidade da rede municipal localizada na região Centro-Sul de Belo Horizonte. Os resultados de sua investigação estão em dissertação defendida junto ao Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Educação (FaE).

Jussara Paschoalino realizou visitas periódicas à escola no período de março a novembro de 2006, quando fez entrevistas semi-estruturadas com sete professores, com o coordenador e com o vice-diretor da instituição. Ela também manteve conversas informais com outros docentes e fez observação de campo em salas de aulas e durante as reuniões dos professores.

O estudo gira em torno do conceito de mal-estar, definido há mais de 50 anos pela pedagogia francesa. Segundo a autora, o incômodo, além de físico, alcança também as dimensões emocional e psicológica do mestre, que cada vez mais tem dificuldades para estabelecer uma relação de confiança com seus
discípulos. “Numa relação aluno-professor, é necessário ter fé. E fé, nesse caso, tem a ver com a capacidade de o docente transmitir o conteúdo e do aluno em apreendê-lo”, explica.

Continua no próximo post…

Enviar por e-mail. Hits para esta publicação: 122.

Deixe um Comentário