Arquivo de Setembro de 2007

RELAÇÃO PEDAGÓGICA E DISTÂNCIA CULTURAIS

Para ler e refletir

“No grupo classe a responsabilidade do professor é: ensinar. Essa intenção de instruir obriga a uma estratégia ativa; obriga a buscar a interação e a construir uma relação, o mais positiva possível, mesmo com alunos que o desconcertam, o decepcionam, o incomodam ou simplesmente com os quais ele sente não ter qualquer afinidade. Por isso, deve tentar diminuir a distância existente entre ele e algumas crianças, uma distância provocada pelo conjunto de mal-entendidos, das rejeições, dos juízos de valor, dos rótulos desqualificadores, das diferenças não-aceitas que tornam a comunicação difícil, a relação conflituosa entre o professor e seus alunos.

A essa distância estatutária (o status de professor na sala) soma-se uma distância pessoal e cultural desigual, conforme os alunos. De onde ela vem?
Uma parcela importante dessa distância certamente vem do fato de que o professor tem um projeto a ser inculcado e, por conseguinte, espera do aluno disciplina, trabalho, atenção, esforços contínuos e, em definitivo, aprendizagens.
Essas expectativas criam uma tensão potencial, que se atualiza cada vez que o aluno resiste a elas e não as satisfaz”.

Leia a continuação do artigo

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A educação que transforma

ARTIGO
Amarilio Macedo- empresário

A qualidade da educação que é oferecida aos brasileiros causa indignação. O baixo padrão educacional traz conseqüências nefastas a todos os aspectos da coletividade, solapando as bases da cidadania e inviabilizando o avanço da sociedade.

Politicamente, as deficiências na educação produzem vícios de comportamento, estimulam a dependência e a corrupção, consagrando a demagogia. No setor produtivo, tais deficiências provocam a baixa capacitação da mão-de-obra, a facilitação à sonegação de impostos e o desrespeito aos direitos trabalhistas, afetando a ética nos negócios e gerando a competição desleal.

A educação que transforma a sociedade estimula as aptidões cognitivas, forma a mentalidade social e fomenta a dignidade. Nada tem a ver com providências que apenas nutrem estatísticas.

A educação transformadora começa na qualificação dos educadores, que devem ser capacitados a estimular no outro a busca do conhecimento, a partir de si e de seu meio. Manter pessoas comprometidas com a educação, requer uma remuneração adequada, sem a qual se impõe aos profissionais imensa abnegação. Não se pode atrelar a educação de um povo a um exército de abnegados.

Promover a educação hoje implica em disponibilizar recursos tecnológicos a fim de facilitar o processo educacional e inserir a pessoa na situação de mercado mundialmente posta.

Sem considerar essas questões da educação verdadeira, as ações não têm compromisso com pessoas, nem com a sociedade.

Priorize-se a formação dos mestres, atraindo-os com bons e factíveis projetos e remunerando-os adequadamente, ponha-se a inclusão digital como suporte ao processo educativo e teremos razões para acreditar na viabilidade do desenvolvimento sustentado do país que, no dizer do nobel Amartya Sen, é o estágio em que os indivíduos têm oportunidade de fazer escolhas e de exercer a cidadania plena - possibilidade que está fora do alcance de quem não tem educação com qualidade.

Fonte: Jornal “O Povo”

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Roni Hernandes comenta sobre O Trabalho em Equipe

O trabalho em equipe, um termo que se emprega com freqüência nas salas de aula, depende da organização e desenvolvimento das atividades que os professores mantenham.

Trabalhar em equipe é um modelo que vem sendo seguido e tem se modificado ao longo do tempo, agora se tem dado mais valor a aprendizagem cooperativa, isto é, um grupo de alunos trabalham em equipe e o resultado deste trabalho deve refletir que todos e cada um deles tenham trabalhado com a informação de igual maneira.

Sabemos que este seria o modelo ideal, porém quando o trabalho não foi recíproco, que fazer? Os professores devem orientar seus alunos a adquirirem destrezas sociais cooperativas que tenham como resultado a habilidade de trabalhar em grupo.

Alguns elementos dos grupos de aprendizagem cooperativa que os profissionais em psicologia educacional, entre outros, descobriram são:

trabalho cara a cara
interdependência positiva
responsabilidade individual
destrezas colaborativas
processamento grupal

Este conjunto de elementos evidencia que ainda que se trabalhe em equipe, a aprendizagem também é individual.

Do mesmo modo, existem alguns padrões para estabelecer os grupos cooperativos.

Faz-se o planejamento do tamanho do grupo, que varia de acordo com as metas de aprendizagem traçadas.

Se esta é para repassar ou praticar uma informação bastará que as equipes sejam pequenas, entre 4 a 6 alunos; enquanto se o propósito for debater, fomentar a participação e resolver problemas, então os grupos seriam de tamanho maior.

É indispensável que os professores vigiem os grupos para verificar se todos contribuem, participam e aprendem; da mesma maneira o professor destinará aos alunos diversas funções para apoiar a aprendizagem, funções tais como o fomento, a discussão, a chuva de idéias, sondagens e criatividade.

Entre outros modelos, estão também várias dinâmicas como, por exemplo: perguntas que seriam respondidas entre os alunos, repartindo em turnos aqueles que perguntam e os que respondem; isto pode ser feito mediante o uso de tiras de papel e assim todos participam dirigindo um diálogo e obtendo aprendizagem cooperativa.

A leitura prévia de um texto e depois a resolução de problemas e dúvidas, resumos e ao final uma correção que permitiria compartilhar com os outros alunos, também pode ser usada com proveito.

Cabe ainda indicar que tudo o que foi dito anteriormente não pode ser concretizado sem um planejamento e supervisão cuidadosa do professor e do grupo, e é um processo, pois nossos alunos não foram acostumados a trabalhar corretamente em grupos.

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