Professora presta queixa contra aluna
Em vez de ir para a sala de aula, a professora de inglês Cínthia de Melo Marques, de 34 anos, foi para a delegacia ontem. Cínthia foi registrar queixa contra uma aluna de 14 anos, da 7ª série, que se recusou a sair da sala de aula e a atingiu com uma caneta ou lápis (ninguém soube precisar).
A confusão ocorreu ontem, por volta de 11h, na Escola Estadual Severo Honorato da Costa, no Pântano do Sul, em Florianópolis. A aluna também tem arranhões no braço. A mãe, que trabalha como empregada doméstica, disse que foi a professora quem a arranhou.
Cínthia fazia uma avaliação, enquanto a aluna conversava. A professora chamou a atenção da menina e disse que ela teria de sair da sala.
- Ela se recusou. Eu fui até ela, segurei no braço e falei para ela sair. Nesse momento, ela jogou o objeto em mim - contou a professora.
Cínthia foi atendida no posto de saúde do bairro e depois no hospital. Ela está usando um colírio, mas não tem cicatriz nos olhos. E garantiu que voltará às atividades de aula.
Há duas semanas, uma mãe de aluno procurou a direção da escola porque a mesma aluna estaria ameaçando bater em suas filhas. A mãe da adolescente, que trabalha o dia inteiro, pretende transferi-la de escola.
- Eu sei que minha filha errou e chamei a atenção dela. Mas ela chegou em casa com os braços arranhados. Uma professora não pode fazer isso - disse a mãe.
Cínthia negou ter arranhado a aluna. Educador há 28 anos, o diretor da escola, João Schmitt, disse que os pais precisam dar limites aos filhos desde criança para que isso não ocorra.
- Amor, atenção, tempo e limite. Não existe outro remédio para os nossos filhos - afirmou.
O diretor reconhece que a professora é ríspida, mas acredita que a adolescente precisa de algum tipo de acompanhamento psicológico, pois esse não é o primeiro caso de agressividade por parte dela na escola.
- No meu tempo, isso não acontecia. Hoje, os alunos perderam pequenos valores, como dizer com licença, desculpa e por favor. Limite deve ser imposto aos filhos desde pequenos.
Fonte: Diário Catarinense
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Marlene Pereira Anhaia Colussi disse,
12 de Novembro de 2007 @ 10:04
Sou arte educadora e dou aulas para crianças com dificuldades de concentração nas escolas, através da arte. Percebo que a criança e o adolescente alcança o aprendizado necessário e deixa de lado vários aspectos considerados dificuldades, somente quando acompanhado com amor, carinho, atenção e diálago. Atualmente aluno e professor precisam ser amigos, e aprender a respeitar cada individualidade .
Adriana disse,
2 de Dezembro de 2007 @ 09:41
Prezados colegas,
acho que um professor JAMAIS poderá tocar no aluno, a menos que seja para um gesto carinhoso e mesmo assim com limites da relação aluno-professor. Com a criança dos primeiros anos esse acesso fica mais fácil, já que são muitas vezes carentes e requerem demais nossa atenção! Portanto jamais pegaria no braço dessa adolescente, pois isso já é um passo para uma reação agressiva. Principalmente o adolescente atual que está cheio de conflitos, dúvidas, carências, etc. Sem dúvida muitos precisam de um apoio psicoterapico ou de mais atenção, diálogo familiar.
Abraços e boa sorte. Adriana
sueli silvana disse,
30 de Janeiro de 2008 @ 15:46
concordo plenamente com a atitude da professora, pois se todos agissem dessa forma, a escola seria mais respeitada e retomaria sua postura de local onde se proporciona formação academica e não uma extensão familiar.