Arquivo de 24 de Agosto de 2007

O erro na aprendizagem escolar

Sobre o erro:

“(…) Ao investirmos esforços na busca de um objetivo qualquer, podemos ser bem ou mal sucedidos. Aí não há erro, mas sucesso ou insucesso nos resultados de nossa ação.
No caso da aprendizagem escolar, pode ocorrer o erro na manifestação da conduta aprendida, uma vez que já se tenha o padrão do conhecimento, das habilidades ou das soluções a serem aprendidas. Quando um aluno, em uma prova ou em uma prática, manifesta não ter adquirido determinado conhecimento ou habilidade, por meio de uma conduta que não condiz com o padrão existente, então podemos dizer que ele errou. Cometeu um erro em relação ao padrão.”

“No caso da solução bem ou mal sucedida de uma busca, seja ela de investigação científica ou de solução prática de alguma necessidade, o ‘não-sucesso’ é, em primeiro lugar, um indicador de que ainda não se chegou à solução necessária e, em segundo lugar, a indicação de um modo de ‘como não se resolver’ essa determinada necessidade.

O fato de não se chegar à solução bem sucedida indica, no caso, o trampolim para um novo salto.
Não há por que ser castigado pelos outros ou por si mesmo em função de uma solução que não se deu de forma bem sucedida.
Há, sim, que se utilizar positivamente dela para avançar na busca da solução pretendida. Diz-se que Thomas Edison fez mais de mil experimentos para chegar ao bem-sucedido na descoberta da lâmpada incandescente.
Conta seu anedotário biográfico que, após muitos experimentos malsucedidos, um seu colaborador quis desistir do empreendimento e Edison teria comentado: ‘Por que desistir agora, se já sabemos muitos modos de como não fazer uma lâmpada? Estamos mais próximos de saber como fazer uma lâmpada.”

Fonte: LUCKESI, C. C. Avaliação da aprendizagem escolar. 6. ed. São Paulo: Cortez

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Professora presta queixa contra aluna

Em vez de ir para a sala de aula, a professora de inglês Cínthia de Melo Marques, de 34 anos, foi para a delegacia ontem. Cínthia foi registrar queixa contra uma aluna de 14 anos, da 7ª série, que se recusou a sair da sala de aula e a atingiu com uma caneta ou lápis (ninguém soube precisar).

A confusão ocorreu ontem, por volta de 11h, na Escola Estadual Severo Honorato da Costa, no Pântano do Sul, em Florianópolis. A aluna também tem arranhões no braço. A mãe, que trabalha como empregada doméstica, disse que foi a professora quem a arranhou.

Cínthia fazia uma avaliação, enquanto a aluna conversava. A professora chamou a atenção da menina e disse que ela teria de sair da sala.

- Ela se recusou. Eu fui até ela, segurei no braço e falei para ela sair. Nesse momento, ela jogou o objeto em mim - contou a professora.

Cínthia foi atendida no posto de saúde do bairro e depois no hospital. Ela está usando um colírio, mas não tem cicatriz nos olhos. E garantiu que voltará às atividades de aula.

Há duas semanas, uma mãe de aluno procurou a direção da escola porque a mesma aluna estaria ameaçando bater em suas filhas. A mãe da adolescente, que trabalha o dia inteiro, pretende transferi-la de escola.

- Eu sei que minha filha errou e chamei a atenção dela. Mas ela chegou em casa com os braços arranhados. Uma professora não pode fazer isso - disse a mãe.

Cínthia negou ter arranhado a aluna. Educador há 28 anos, o diretor da escola, João Schmitt, disse que os pais precisam dar limites aos filhos desde criança para que isso não ocorra.

- Amor, atenção, tempo e limite. Não existe outro remédio para os nossos filhos - afirmou.

O diretor reconhece que a professora é ríspida, mas acredita que a adolescente precisa de algum tipo de acompanhamento psicológico, pois esse não é o primeiro caso de agressividade por parte dela na escola.

- No meu tempo, isso não acontecia. Hoje, os alunos perderam pequenos valores, como dizer com licença, desculpa e por favor. Limite deve ser imposto aos filhos desde pequenos.

Fonte: Diário Catarinense

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