Arquivo de Abril de 2007

Educação deve formar bons questionadores

Artigo retirado do site Aprendiz, artigo de Karina Costa.

“Precisamos de uma educação que permita que crianças, jovens e adultos sejam transformados em bons questionadores e pesquisadores cheios de inquietações, e não apenas absorvam respostas prontas. Essa mudança cultural deve ser rápida senão os educadores continuarão com aulas obsoletas e alunos bocejantes”, defende o membro do Conselho Nacional de Educação, César Callegari. Para ele, a nova forma de pensar processos de aprendizagem é ter alunos e professores participativos e portadores de conhecimentos.

Para o especialista, não é possível falar de educação sem considerar a interação com as condições humanas e estruturais da escola. “A maior parte das crianças do país estuda em salas superlotadas. Não há projeto pedagógico que permita a um professor dar boas aulas em uma sala com mais de 45 alunos, o que acontece normalmente em muitas escolas públicas do país”, lembra. Ele revela ainda que os professores enfrentam uma jornada de trabalho extensa e mal sabem o nome dos alunos. Dão aulas diárias para mais de 600 estudantes, muitas vezes em territórios diferentes dos que freqüentam, ocasionando falta de vínculo com a realidade local.

“O livro é um material didático básico que ainda não chegou em todas as escolas do ensino médio. Todos os professores, por acaso, têm planejamento de aula ou, pelo menos, conhecem o plano de ensino da escola? É preciso primeiramente saber onde estão pisando e, depois, como e onde se quer chegar”, acredita.

Callegari lembra ainda que é complicado pensar em avanços tecnológicos e de conhecimento frente aos 50 milhões de homens e mulheres analfabetos funcionais que o Brasil possui. “Não se faz educação de qualidade num ambiente adverso”, afirma.

Para o palestrante, por todos esses motivos não há porque se assustar frente aos resultados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e de outras avaliações de ensino. “Temos um Brasil rico que reserva somente 944 dólares anuais para o investimento escolar dos jovens. Exatamente por isso, 70% dos alunos concluintes do ensino médio, só em São Paulo, possuem nível muito baixo de conhecimento em matemática”, exemplifica.

Em relação à tecnologia nas escolas, o especialista cita uma recente pesquisa que conclui que computador nas escolas não significa aquisição de aprendizado. “E o dado não me surpreende, pois é fato que não há nas escolas projetos educacionais que envolvam o computador, pelo simples fato de que os professores nunca foram preparados para utilizar tal ferramenta“, lembra.

Entretanto, Callegari acredita que o país vive um bom momento para se criar uma cultura de responsabilidade nacional em relação à educação. Tudo isso porque foi apresentado oficialmente, na última terça-feira (24/04), pelo governo federal, o Plano de Desenvolvimento da Educação. Ele lembra que o plano tem como um dos focos enfrentar o problema de que apenas 13% das crianças entre 3 e 5 anos freqüentam a educação infantil. “De todos os determinantes de crescimento para uma pessoa, uma das coisas é ter frequentado a escola, principalmente a educação infantil. Apoiar o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) é uma das chances de tirar a educação do atual quadro de subdesenvolvimento crônico”, acha.

O especialista afirma ainda que a Educação de Jovens e Adultos (EJA) é o maior exemplo de fracasso na educação. De 100 matriculados no curso, menos de 50 chegam ao final do primeiro semestre. “Esses homens e mulheres que não tiveram oportunidades anteriormente, são recebidos por professores primários treinados para alfabetizarem crianças. Em questão de estrutura, contam com salas de aula com carteiras infantis em que eles nem cabem. Além disso, é totalmente desconsiderada a riqueza de conhecimentos que cada um deles adquiriu durante toda a vida. Os projetos de aula devem ir de encontro às vivências passadas junto ao cotidiano“, defende.

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Professor: remuneração para atividades on line- RJ

Depois de muitos anos lutando apenas para manter as cláusulas sociais existentes, o Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro (Sinpro-Rio) conseguiu um novo ganho para os professores. No acordo deste ano, a entidade sindical obteve a regulamentação da “Educação On line” — uma adaptação da legislação ao uso das tecnologias no setor educacional.

De acordo com o professor Wanderley Quêdo, secretário-geral do sindicato, docentes que são obrigados a prestar atendimento ao aluno pela internet (em “chats”, aulas de apoio “on line” ou esclarecimento de dúvidas, entre outros serviços) terão o direito de receber a remuneração similar ao valor da hora/aula paga pela instituição.

“Vamos criar uma cláusula nova: a ‘Educação On line’. Trata-se da regulamentação do trabalho extra-classe que o professor realiza pela internet. Isso valerá para escola que exija esse tipo de tarefa do professor. Nesse caso, os docentes deverão ganhar o valor correspondente ao da hora-aula paga pela instituição”, explicou o secretário-geral do Sinpro-Rio.

Para ter validade, no entanto, a proposta — assim como o restante do acordo da Educação Básica para este ano — precisa ser ratificada pela assembléia do sindicato patronal (Sinepe-Rio). “A redação definitiva ainda será acertada pelos advogados de ambos os sindicatos. Acredito que esta deve ser a primeira regulamentação deste tipo na educação básica em todo o país. Não tenho conhecimento de outra legislação similar”, completou o professor Wanderley Quêdo.
Fonte> Folha Dirigida

Que tal os sindicatos dos outros Estados também se mobilizarem?

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SP: professores protestam na avenida Paulista

Cerca de 1,7 mil pessoas ocuparam a Avenida Paulista na tarde desta terça-feira para protestarem a favor dos professores da rede estadual. Os professores se reuniram no começo desta tarde em frente ao Masp. Após assembléia, eles decidiram que, se não receberem nenhuma proposta de reajuste salarial até o próximo dia 10 de maio, entrarão em greve.

Terminada a assembléia, os manifestantes seguiram em passeata rumo à Assembléia Legislativa, no Ibirapuera, zona sul de São Paulo. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de São Paulo, o grupo saiu às 14h do vão do Masp, no sentido Consolação, e atravessou a avenida, chegando a bloquear o trânsito nos dois sentidos da via.

Os professores exigem aumento retroativo a março do ano passado. Eles querem que o piso da categoria seja equiparado ao do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) que, em março passado, ficou em R$ 1.620,89, segundo o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp). Hoje, o piso da categoria é de R$ 688.

Redação Terra

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Ótimos artigos!

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Entrevista da Prof. Ms. Joana Maria R. Di Santo sobre o tema Mudança de Escola, concedida à Jornalista Marcela Farras, do site Guia da Semana

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Autores que colaboraram com artigos no CRE

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Antonio Rosa Filho leu o artigo: Reprovação:Não e comenta

Gostei muito do artigo do Prfessor Vitor, pois é exatamente ssim que penso a educação. Desde que iniciei minha carreira docente tenho “enfrentado ” o sistema ao dizer não à reprovação. Saber que alguém tão instruído como o Professor Vitor apoia minha teoria, de que com afetividade podemos estimular o desejo do aluno em estar em sala de aula , não pela obrigação de estudar imposta pelos pais,mercado de trabalho ou qualquer outra imposição social, mas pelo prazer deaprender “coisas novas” ao lado de um professor que seja mis amigo do que “grande sábio” detentor do saber,que será capaz de julgar seu desempenho discente por bases excludentes. Tenho percebido que o fato de nunca ter reprovado nenhum aluno em meu trabalho mostrou-se justificado, pois o sucesso acadêmico daqueles alunos considerados “problema” e pelo baixo rendimento “dignos” de reprovação têm surpreedido até os mais céticos e tradicionais professores. Tenho visto meus alunos aprovados nos mais diversos cusrsos superiores e técnicos inclusive federais ,os quais apresentam maior concorrência,penas para citar alguns aspectos observdos,já que,apaixonaado por eles ficaria horas defendendo-os e a minha prática pedagógica. Obrigado Professor Vitor por ser difernte tenho certeza que seus alunos têm-no em máximo grau de respeito, carinho e admiração. Gostaria de receber mais orientações que me apoem e que me auxiliem na elaborção de uma tese de mestado, pois é preciso mais do que coragem para que a voz do “rebelde” seja ouvida.

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Albertina Külhkamp Zeferino leu Vygotsky e a Educação e comenta:

Segundo o texto ” Assim, a escola é o lugar onde a intervenção pedagógica intencional desencadeia o processo ensino-aprendizagem.
O professor tem o papel explícito de interferir no processo, diferentemente de situações informais nas quais a criança aprende por imersão em um ambiente cultural. Portanto, é papel do docente provocar avanços nos alunos e isso se torna possível com sua interferência na zona proximal”. acredito que a intervenção pedagógica não é apenas o que o professor faz durante as atividades, enquanto que os alunos trabalham, mas também as decisões que toma antes e depois, em função do seu conhecimento sobre o que eles sabem e de suas observações sobre como procedem ao realizar as tarefas.
É importante considerar que a problematização é um dos mais relevantes tipos de intervenção, do ponto de vista pedagógico. Nesse tipo de situação, a atitude do professor é fundamental. A intervenção direta do professor durante as atividades, evidentemente, é condição para que os alunos avancem em sue conhecimentos. Entretanto , também a atividade proposta deve ser, em si, portadora de desafios: deve colocar um problema real de forma que, para tentar solucioná-lo, os alunos mobilizem tudo que já sabem sobre aquele conteúdo. sendo assim, não basta que a atividade seja interessante: ela precisa favorecer a construção e a utilização de conhecimentos. quanto mais a atividade estiver adequada ás necessidades de aprendizagem, e quanto mais criteriosamente planejados forem os agrupamentos, maiores serão as possibilidades de os alunos envoluírem em seu processo de aprendizagem, mesmo se não puderem contar a todo instante com a intervenção dirteta do professor.

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joao paulo comenta sobre o site:

horrivel, pior assunto que eu ja vi. eu fechava esse site.

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vera (verathan@ig.com.br) leu sobre Projetos e pede:

Eu, sou professora de séries iniciais pedagoga, e atulamente estou trabalhando em uma escola que trabalha com projetos dentro da teoria de ferndo hernndez, e tenho necessidade de entender esta proposta.Gostaria de receber e compartilhar minhas curiosidades com educadores atuantes ou não.

Vamos colaborar com ela?

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Djanira Pereira da Silva comenta sobre o artigo:Vocês tem que aprovar o meu filho!

Reprovar por que? A escola precisa ter um olhar diferente em relação ao ser individual na prática “humana e coletiva” não existe matéria mais ou menos importante, mas existem perdas significativas não somente para o processo ensino-aprendizagem, como também para a sociedade. Nenhum! Vivemos numa sociedade que impõe padrões e que nos faz exigências sociais e uma criança fracassada também se tornará adulto fracassado, com isso perde a sociedade.Não obtendo sucesso sai da escola e vai para onde? Para um mundo o qual também não lhe aceitará porque sem estudo como diz o ditado popular “não se consegue chegar a lugar algum”. O fracasso escolar vai além da sala de aula, pois, o individuo quando se sente fracassado em algo ou alguma coisa procura alternativa na sua vida para sair daquele estado que o está reprimindo, sendo assim, a criança quando se sente inferiorizada, não consegue avançar na escola procura uma saída e a alternativa é de conformismo do seu estado. Se a criança não se interesse por algumas matérias ela deve ser estimulada a gostar. Portanto não é a criança que deve refazer seus conceitos e sim os seus professores!

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