Arquivo de 26 de Agosto de 2006

Notícias do CRE

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A educação Pré-Escolar para Crianças com Necessidades Especiais- por Elaine Arruda

Elaine Arruda comenta:

“O citado artigo nos fala a cerca da inclusão, a qual tem sido um problema em nosso país, pois professores, sistema educacional não estão preparados para que haja a inclusão. Diante do exposto, acredito que o mínimo deve ser feito a cerca do tema citado, mínimo este que seria dar capacitações a professores e adequação no sistema de ensino, não só em termos físicos, contudo no próprio curriculo escolar, o qual está longe do objetivo da inclusão.”

Comentem, o assunto é polêmico!!!

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Mary Pires comenta o artigo: O uso do computador na escola

Em 15/08/2006 Mary comenta:

Em uma pesquisa que estamos realizando, descobrimos que em Uberlandia, nas escolas municipais, 25% dos alunos possuem computador e internet em casa. Estes alunos respondem com facilidade, tem criticas em relação ao ensino, fazem pesquisas na Internet sobre assuntos abordados ou a serem abordados em sala de aula. Exemplo: ciências, estudo do corpo humano. O professor ministra aula, e o aluno já tem informações adicionais da temática. O que quero dizer com isso, e que os professores precisam urgentemente buscar alternativas pedagogicas e redesenhar o metodo de dar aulas. Ele não é mais o único detentor do conhecimento. Nossas crianças, têm disponibilidade de tempo para pesquisar/ navegar na Internet e o professor que tem feito para melhorar? Ficar somente à espera do governo ou buscar independentemente uma nova modalidade de ensinar.

E aí amigos e colegas professores? O que têm a dizer sobre as idéias da Mary?

Vamos interagir um pouco mais?

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Manoel Valente Barbas comenta o artigo: Herbart

Apreciei o princípio de que a instrução é a única base da educação. Os nossos políticos ignoram esse princípio. Pregam em suas campanhas a “educação” sem ter o mínimo conhecimento do que seja , apenas por ouvir falar. Como os propagandistas contratados pelos políticos para arquitetarem suas campanhas aprendem em países estrangeiros, princnipalmente nos USA, onde educação é escolaridade, acham que dar escola para a população é educar. O caminho , no entanto, é bem mais longo. Tenho para mim que os três planos do desenvolvimento intelectual do indivíduo são: instrução (conheciento), educação (hábitos, comportamento, advindos do conhecimento, tanto que existe a má educação e a boa educação, dependendo do que o indivíduo aprendeu, pois o mecanismo é o mesmo que leva aos bons hábitos e aos maus hábitos. E a cultura que é coletiva, traduzida por ideais,sagração, consagração, culto. No entanto, os governos fazem, com o perdão da palavra, uma “salada” desses termos e dizendo que vão dar “educação” ao povo, acabam criando somente “analfabetos com diploma”!!! A campanha que deve ser feita é a de dar instrução aos governantes, senão…..!

Concordam ou discordam do Manoel? Comentem!

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Sobre o artigo O professor sua formação e sua prática

Vania dos Santos Toniolo, faz o seguinte comentário com relação ao artigo publicado no CRE:

“Todo o bom profissional,tem que buscar a informação nos meios disponíveis ,como : jornais,revistas,bons livros,pensadores,autores,e etc..,acompanhando assim a sociedade em que vivemos e o mundo,o desenvolvimento,uma gama de coisas,que nos da a noção da experiência de vida.O docente é a pessoa,responsável pela formação de milhares de novos profissionais.O profissional que busca estar sempre atualizado,torna-se mais crítico e aberto, dando liberdade ao discente, tornando assim, o papel de formador e formando mais proveitoso”.

E aí, estudantes educadores, o que pensam a respeito? Comentem!

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Software Livre Nacional cria comunidades

25 de agosto de 2006, 9:54

ICOX, software nacional gratuito para gerenciar comunidades é lançado acompanhado de um manifesto, claro. A idéia é estimular a formação aberta de comunidades para gerar conhecimento.

Por Carlos Nepomuceno

Prezados amigos, pelo menos desde 2000 já contribuo com o Webinsider sobre assuntos diversos. Hoje peço licença para trazer mais um manifesto do que um artigo, que marca o pré-lançamento nacional e virtual do primeiro software livre brasileiro totalmente voltado para web 2.0, que pretende estimular a formação aberta e sem fronteiras de comunidades para gerar conhecimento.

Peço que todos e todas contribuam para divulgá-lo, pois temos nas mãos de graça e no Brasil o esboço de uma boa ferramenta. Com a rede que estamos formando e com o seu apoio, poderemos melhorá-la cada vez mais e construir uma grande mudança!

O ICOX é o primeiro software gerenciador de inteligência coletiva lançado no Brasil. Foi desenvolvido para ser instalado na web em servidores Linux e permite que instituições públicas e privadas possam estimular o trabalho de comunidades em rede, voltadas para o conhecimento.

Os códigos-fonte do produto são abertos e estão disponíveis gratuitamente na rede para download, dentro do conceito de licença baseada nos preceitos dos softwares livres.

O projeto é coordenado pelo Instituto de Inteligência Coletiva – ICO, linha de pesquisa do CRIE - Centro de Referência em Inteligência Empresarial da Coppe/UFRJ. E conta com o desenvolvimento da Pontonet Consultoria em Internet com o apoio da Fundação Carlos Chagas de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), através do Programa Rio Inovação.

Recebe também o apoio da Infoglobo e da Socid. E já conta uma extensa rede de parceiros, entre instituições público e privadas, entre eles, a Vale do Rio Doce, o Armazém Digital e diversas organizações não governamentais: Viva Rio , Rits, ABI - Associação Brasileira de Imprensa e IBASE - Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas.

Mas falemos mais do programa.

O ICOX é, antes de tudo, uma provocação em forma de código.

Na prática, a primeira tentativa nacional de um novo tipo de software no qual não existe mais um centro organizador de conteúdo. Quem disponibiliza sempre informação é o usuário!

Propõe reunir no mesmo lugar todas as ferramentas interativas que deram certo na última década da internet: blogs, listas de discussão, enquetes, chats, fotoblos, linkblogs, wikipedias, wikidocs etc, mas todas no mesmo ambiente, com as ferramentas relacionadas para potencializar ao máximo a interação.

Além da possibilidade de cada instituição armazenar todo o conhecimento gerado pelas comunidades que ela organiza ainda fará com que cada uma delas instale e possa compartilhar dados com outros ICOX, formando uma grande rede de conhecimento.

É, então, uma proposta de se criar um novo e mais adequado ambiente para um novo paradigma da comunicação, no qual o ser humano deixará de se comunicar de forma vertical (de um para muitos) e passará a experimentar (como já vem fazendo) um modelo mutidirecional (de muitos para muitos).

Uma nova etapa de todos nós, ex-macacos que guinchávamos na floresta.

Queremos, com esta primeira provocação, demonstrar, na prática, que a internet não é apenas um novo meio de comunicação - a tão propalada convergência de mídias - como foi alardeado durante os últimos 10 anos.

Queremos, com novas metodologias, treinamento e, obviamente, com uma ferramenta como o ICOX, provar que a grande virtude da rede é a interação e que, quando propiciamos isso, nos aproximamos do seu potencial máximo.

A internet é um meio de interação!

Queremos decretar, como vários outros pesquisadores do mundo já fizeram: o fim da fase patinho feio. Do cisne enrustido. Da Internet 1.0, acanhada. Foi uma etapa útil, didática, instigante, tomou conta do planeta, mas, finalmente, passou! Bem-vinda web 2.0!

Que surge para suprir a necessidade do ser humano de conviver em um planeta cada vez menor, globalizado, mutante, inovador, produtor e consumidor voraz de informação e gerador do bem mais precioso dos tempos modernos: o conhecimento.

É, portanto, um ambiente includente para as abelhas em enxame a favor do vento e excludente para borboletas isoladas, ao sabor dos furacões. Com o ICOX queremos provar que, com a nova e veloz sociedade do conhecimento em rede, a ação individual, isolada e desconectada, perdeu o sentido. Para existir, produzir, criar e gerar riqueza é necessário saber tirar proveito do novo ambiente em rede das abelhas - nas quais as comunidades inteligentes chegam para dominar.

Assim, é fundamental aprender a agir como enxames, cada um de nós, instituições e país! Acreditamos, portanto, que os enxames são a única possibilidade de conviver com o tempo atual e futuro.

Ou seja, precisamos tomar conta rapidamente do novo relevante, entre tantas novidades impertinentes. Identificar, na velocidade do clique coletivo, as oportunidades. E agir como colméias, de forma inteligente, na mesma direção.

Acreditamos, assim, que os portais verticais - aos quais já estamos hoje acostumados - começam a entrar em decadência para dar vez às caixas de abelhas multidirecionais, como é o caso do ICOX e como apontam as tendências em jornais de todo o planeta.

Não há mais lugar para o modelo vertical na primavera dos blogs, dos wikis, dos mywebs, dos flickrs, do ICOX. O usuário passivo não vai a lugar nenhum, pois a rede quer rede, bebe rede, come rede.

Na nova sociedade, não há poder naquele que não conhece. Naquele que não sabe digerir o relevante. Naquele que não sabe agir rapidamente.

Tudo já é e será cada vez mais desconhecido e inatingível para quem tem apenas dois olhos para o bem ou para o mal.

Os engarrafados com redes de celulares já sabem mais do trânsito de São Paulo do que um repórter mesmo de helicóptero e os pacientes e profissionais de saúde organizados, mais que médicos isolados. Mas, por outro lado da mesma moeda, os membros do PCC já se organizam melhor em tele-móveis-conferências do que toda a polícia paulista - que não se comunica de forma inteligente.

As comunidades em rede sempre serão mais eficazes do que mil especialistas isolados.

A borboleta sozinha – que fez muito sucesso até nossos dias – já é incapaz de dar conta do recado. Aliás, dos milhões de recados.

Começa a aposentaria – já tardia e também prematura do gestor de conteúdo. E entra na campina virtual o apicultor de comunidades, que tem como missão criar, manter e estimular colméias.

Sua missão é animá-las para que produzam o mel do conhecimento em rede e, gerem, assim, inovação e riqueza.

O país que tiver a sabedoria de colocar esta máxima na sua estratégia de longo prazo, dará saltos. Os que não, levarão tombos!

O ICOX faz parte, assim, da nova geração de caixas de abelhas. Está na versão 1.0 beta light, mas pretende evoluir até o final do ano. O programa já nasce acessível para os portadores de deficiência visual e permite o acesso para equipamentos móveis (palms e celulares).

No ICOX, não há centro, mas rede. Nele, há pessoas articuladas em grupos e grupos articulados com pessoas, lincados para produzir conhecimento.

E rastros, muitos rastros, para que a colméia memorize e aprenda rapidamente - com ela mesma - a cada bater de asas, individual e coletivo.

Um palco, enfim, para que os céticos possam demonstrar a cada tela que estamos, na prática, equivocados. E para que os otimistas e visionários tenham nas mãos uma ferramenta para provar o contrário.

Como dissemos no início, o ICOX é, antes de tudo, uma provocação. Bem-vindo a ela! Contamos com o seu apoio! [Webinsider]

Sobre o autor
Carlos Nepomuceno (pontonet@pontonet.com.br) é consultor, jornalista e pesquisador.

Uma boa notícia para todos nós!

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