Arquivo de Maio de 2006

Curso de pedagogia agora habilita para Educação infantil e anos iniciais do Ensino fundamental

As novas diretrizes do curso de pedagogia, homologadas nesta terça-feira, 4, pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, refletem na qualidade do ensino nas escolas. A partir de agora, o curso de pedagogia habilita para o magistério na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental, além das matérias pedagógicas no curso normal de nível médio e de cursos da educação profissional.
“Com esta proposta resgatamos a figura do pedagogo enquanto professor”, disse o relator do parecer no Conselho Nacional de Educação, Antônio Carlos Caruzo Ronca. Ele lembra que o tema é discutido há 25 anos e que, na sua concepção, não há chance de alguém atuar em qualquer nível numa escola se não tiver formação ou experiência como professor. “É a docência que dá ao educador a visão do todo, indispensável para exercer o cargo de diretor ou supervisor”.
A presidente da Associação dos Supervisores Educacionais do Rio Grande do Sul, Lílian Zieger, diz que o parecer das diretrizes é uma grande conquista.
“Uma boa proposta de educação que dê conta da qualidade do ensino se sustenta com um bom coordenador pedagógico que trabalha esta proposta dentro da escola”, explicou. “Mas não é qualquer pessoa que pode coordenar a educação”, diz.
Lílian lembra que a homologação não é o momento final e adverte que outros assuntos, como a questão de concurso para o cargo de supervisor, serão discutidos. Tramita no Senado um projeto de lei para regulamentar esta profissão.
Fernando Haddad explica que a medida não atende só aos interesses da categoria, mas também é boa para a escola. “Pedagogia é um curso que tem um contingente enorme de matriculados. Hoje, temos a clareza do papel que este profissional vai cumprir no sistema educacional”, esclareceu.

Educação infantil – A partir de agora, o curso de Pedagogia se destinará essencialmente à formação de professores para a educação infantil e os anos iniciais do ensino fundamental, incluindo o desenvolvimento de competências para atividades da gestão democrática escolar.

Outras mudanças:

A Licenciatura em Pedagogia assegura também a formação de profissionais da educação como previsto no artigo 64, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996), que diz:
“Art. 64. A formação de profissionais de educação para administração,
planejamento, inspeção, supervisão e orientação educacional para a educação básica, será feita em cursos de graduação em pedagogia ou em nível de pós-graduação, a critério da instituição de ensino, garantida, nesta formação, a base comum nacional”.

A formação dos professores passa das atuais 2.800 horas comuns aos cursos de licenciatura para 3.200 horas de efetivo trabalho acadêmico.
A carga horária será assim distribuída: 2.800 horas dedicadas à formação com aulas, seminários, pesquisas, consultas a bibliotecas e centros de documentação, visitas a instituições educacionais e culturais, atividades práticas, participação de grupos de estudos; 300 horas para estágio supervisionado prioritariamente em educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental; 100 horas de atividades de aprofundamento em áreas de interesse dos alunos, tais como iniciação científica, extensão e monitoria.

O texto do parecer diz: “Entende-se que a formação do licenciado em pedagogia fundamenta-se no trabalho pedagógico realizado em espaços escolares e não-escolares, que tem a docência como base. Nesta perspectiva, a docência é compreendida como ação educativa e processo pedagógico metódico e intencional, construído em relações sociais, étnico-raciais e produtivas, as quais influenciam conceitos, princípios e objetivos da pedagogia.”

Repórter: Sandro Santos

Fonte: MEC

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Direito a berçário e creche ainda é descumprido

Apenas 3% das empresas brasileiras pesquisadas ofereciam os benefícios no ano de 2004
Para toda mãe que trabalha fora, um dos momentos de maior angústia após o parto é decidir com quem deixar o filho no final da licença-maternidade. Babá, creche, berçário, avó… Quando o regime de trabalho é de tempo integral e ela pretende continuar amamentando o bebê, então, o dilema é ainda maior. A legislação brasileira assegura às funcionárias de empresas com mais de 30 mulheres em seus quadros o direito a creche ou berçário até que os filhos completem seis meses de vida.
Saiba mais! Correio da Bahia

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Inclusão

Começa faculdade para alunos surdos e ouvintes
Os 60 professores com deficiência auditiva e ouvintes, selecionados pelo Instituto Nacional de Surdos (Ines/MEC), em fevereiro e março deste ano, iniciam segunda-feira, 8, no Rio de Janeiro (RJ), o curso Magistério Superior Bilíngüe Português/Língua Brasileira de Sinais (Libras). A faculdade é voltada para surdos e constitui a primeira experiência do gênero no país.
Saiba mais! MEC

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Progressão continuada

Caros educadores e afins, peço encarecidamente algumas referências
bibliográficas sobre progressão continuada, pois pretendo abordar este
assunto em meu TCC e estou tendo dificuldades de encontrá-las.
Até então, muito obrigado pela atenção tida com minha pessoa.
Fabiano , estudante do curso de matemática da UNINOVE. São
Paulo-SP

Quem poderia ajudar o colega Fabiano, em sua pesquisa bibliográfica?
Este assunto é muito importante, especialmente em função da classificação de nosso país em exames mundiais.

Você pode ler o artigo Progressão Continuada.

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Ministro diz que MEC não indicará método pedagógico

ANTÔNIO GOIS
enviado especial da Folha de S.Paulo a Brasília

O ministro Fernando Haddad disse ontem, ao participar de seminário sobre alfabetização no Ministério da Educação, que a pasta não indicará oficialmente nenhum método pedagógico para esse fim. Para ele, o papel do MEC é levar aos professores e gestores essa discussão para que eles tomem suas decisões.

O debate acadêmico sobre o melhor método, cujos extremos no Brasil são os defensores do método fônico e das propostas construtivistas, ganhou novo fôlego quando o ministério anunciou em fevereiro que iria fazer uma revisão dos parâmetros curriculares nacionais por causa da ampliação do ensino fundamental de oito para nove anos.

“O MEC não pode e não vai dizer que método deve ser implementado pelas escolas públicas. O que queremos é, sem dogmatismos, qualificar o debate, que já vem acontecendo em vários países”, disse Haddad.

O método fônico é o priorizado em vários países desenvolvidos e sua ênfase é no ensino da relação entre letras e seus respectivos sons. Assim, o aluno aprende primeiro a codificar a letra para depois ler e escrever palavras e textos. No construtivismo, o caminho costuma ser inverso. O aluno primeiro tem acesso a textos que já façam parte de sua realidade para, a partir daí, formular suas próprias hipóteses sobre a função de cada letra e palavra no texto.

O objetivo do seminário foi fugir dessa polarização e apresentar diferentes perspectivas. O pesquisador da PUC do Rio Creso Franco mostrou dados preliminares de um projeto que acompanha alunos durante quatro anos.

Uma das primeiras conclusões desse estudo foi que o método adotado fez pouca diferença no aprendizado. Um dos itens que, até o momento, mais fizeram diferença foi a confiança do professor. Se ele acreditava que podia fazer alguma diferença para aquela turma, seus resultados eram melhores se comparados com aqueles que achavam que pouco podiam fazer.

A professora da Unesp Maria Mortatti fez uma apresentação sobre a história dos métodos de alfabetização. Ela mostrou que desde o final do século 19 os gestores vêm debatendo o mais eficaz para combater o fracasso escolar.

A psicóloga e antropóloga Elvira de Souza Lima defendeu que a escrita e a leitura são habilidades aprendidas de forma separada, mas que é preciso, desde cedo, estimular o aluno a trabalhar com essas duas características.

Prof. Ms. Joana Maria R. Di Santo

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Pedido de sugestão

A professora Flora coloca: olá… eu acredito no ensino construtivista e estou a procura deste ensino que muitas dizem ter, mas que na verdade não possuem mais. Você tem alguma sugestão?

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PROJETO LEITURA

A professora Iracilda Maria Nunes Veluta Alves nos enviou o seguinte:

Sou professora no Ensino Fundamental, trabalho em uma Unidade Escolar a qual não possui um acervo bibliografico da Literatura Infantil. Estamos desenvolvendo um projeto que visa sensibilizar a população para que doe livros de literatura infantil para nossa escola. Sabemos da importância da leitura na vida das pessoas e nosso objetivo é despertar em nossos alunos o gosto pela leitura.
Nossa Escola fica na periferia da cidade. Recem-fundada, fica no Municipio de Bom Jesus de Goiás com o nome de Escola Municipal Elionice Alves de França Avelar, a qual não foi contemplada pela campanha do governo do Cantinho da Leitura, pois a mesma não existia na época.
Atendemos alunos muito carentes, nesse sentido fica difícil contarmos com eles na participação de qualquer tipo de doação.
Diante disso, venho por meio deste, solicitar de Vossa Senhoria a doação de alguns exemplares de literatura infantil.
Contando com a colaboração e participação para criação de nosso Acervo bibliografico, antecipadamente agradeço.

Iracilda Maria Nunes Veluta Alves
Prof. Ensino Fundamental

Endereço: Rua 04 nº 244 - Bom Jesus de Goiás.
Fone: (064) 3428-2105

Vamos colaborar?

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Dificuldades de uma professora enviado por Graziela

Gostaria de receber orientações ou sugestões de leitura para trabalhar com alunos com dificuldades em desenvolver noções de quantidade, e
relacionar/número/quantidade. Eu tenho um aluno de 6 anos com muita
dificuldade em reter, em enumerar mesmo oralmente um conjiunto de objetos, dizer onde há mais ou menos elementos, enfim.
Por favor me ajudem, porque a orientação que me deram aqui em minha cidade é que tem aluno que é assim mesmo, não vai pra frente. Mas eu não quero que seja assim.
Ele é minha responsabilidade, ainda é novo e acredito que tem tudo pra ir pra frente e que seja eu quem não esteja conseguindo criar situações q uesejam mais eficientes.

Colegas: quem pode ajudar a professora Graziela deixem seus comentários aqui. Vamos compartilhar nossas experiências?

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